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Nascido em 12 de março de 1967, poucos dias após a implantação da Zona Franca de Manaus e crescido num ambiente em que comprava-se um chícara de café ou dois dedos de óleo. Sempre tive orgulho, ou melhor, a alegria de ser amazonense. Um caboclo amazonense que nas viagens pela europa, américa do sul e outros países, sempre me apresentei como amazonense ou do Amazonas. E raras vezes, como brasileiro, ainda que ficasse implicita a marca do Brasil. Vivendo até os 5 anos de idade na Vila Mestrinho e depois no bairro da Raiz em Manaus, e muitas vezes tendo jogava bola no igarapé do 40 atrás do antigo mercado Royale. Aos 13 anos consegui meu primeiro emprego no Hotel Amazonas, ainda que informalmente tenha trabalhado no deposito da antiga Forbrás. Os montadores de móveis me davam uma graninha para ajudá-los montando mesas e cadeiras de escritório que dava para comprar meu papagaio e a linha com cerol.
No Hotel Amazonas trabalhei como mensageiro. Carregando as malas de milhares de turistas que vinham de todo lugar comprar vídeo cassete ou visitar floresta. Naquela época descobri que morava num lugar onde as pessoas sonhavam visitar. E ainda adolescente comecei a amar e sentir orgulho de morar na selva. Manaus e o Amazonas merecem sim lugar de destaque neste planeta. Porque à despeito de tudo, contra tudo e contra todos Manaus e o Amazonas consolidaram-se como estado e cidade deste meu Brasil. Sem estradas para o desenvolvimento e sendo um lugar que dele pode-se sair somente de avião. Manaus, consolidou-se! A quebradeira do Color e a crise mundial não conseguiram suplantar a raça da minha gente. Parintins agora é nacional e o jornal da globo já fala a previsão do tempo para Manaus. O Amazonas existe para o Brasil e o país aos poucos vai entendendo que não tem índios pelas ruas com arco e flecha. Mas ainda que assim fosse o meu orgulho seria o mesmo. Manaus chegou a ser o 4o. PIB nacional e tem a gente mais bonita que já vi. O português bem falado depois do Maranhão um dos mais puros do Brasil. Dá gosto ouvir "Tu fostes", "Tu viestes", "Tu falastes". Esse é o meu Amazonas. A terra do Encontro das Águas e das Anavilhanas. Hoje, aos 42 anos, com portal de notícias em São Paulo e em Santa Catarina e em paragens distantes apreciando outras belezas o verde não é vencido. E o orgulho de ser amazonense está sempre no coração, o que faço questão de deixar claro. Não é pela obra que um governo faz ou pela boa administração do governo do estado que agora teria orgulho de ser amazonense. A música que comove não pode ser o embalo desta emoção. Quem ama o amazonas o ama muito antes da invenção musical. Esta terra ainda vai ser a capital do mundo. E é por isso que estando longe é obrigado a voltar para comer o Jaraqui. O governo do estado na pessoa de qualquer governante que seja simplesmente e somente para atender os anseios de seu povo é que existe e é eleito. Nada de novo faz exceto compor uma música bonita para que possamos lembrar do nosso orgulho, da nossa terra. Sou Amazonense! |